José Donas (também referido como J.C. Donas em discos da época) foi dirigente do Futebol Clube do Porto na década de 1930 e editor/distribuidor de discos de 78 rpm no Porto.

Biografia Em 1937–1938 integrou a Comissão Pró-Campo do FC Porto, ao lado de Domingos Ferreira, Sebastião Ferreira Mendes, Carlos Lello e António Martins, com o objetivo de preparar a construção de um novo recinto para o clube. A 18 de novembro de 1938, numa assembleia de sócios, apresentou a proposta de reunir associados com posses para financiar a construção de um estádio próprio, sugerindo contribuições de “dez contos” cada um. Esta ideia foi um dos passos que levariam à construção do Estádio das Antas. Durante o mandato de Ângelo César Machado (1938–1940), assumiu o cargo de tesoureiro do clube, colaborando no saneamento financeiro do FC Porto.

Atividade cultural Paralelamente à atividade desportiva, José Donas destacou-se como editor e distribuidor fonográfico. Diversos discos de 78 rpm da década de 1930 e 1940 apresentam a chancela J.C. Donas, Porto. A sua marca contribuiu para a circulação de música portuguesa gravada no período entre-guerras, inserindo o Porto no panorama fonográfico nacional. Entre os discos conhecidos encontram-se gravações de fado, música popular e registos de artistas portugueses editados em tiragens limitadas.

Legado O nome de José Donas permanece associado ao esforço de dotar o FC Porto de um estádio próprio e à atividade cultural ligada à edição fonográfica em Portugal. É lembrado como uma das figuras marcantes do associativismo portista da década de 1930.

Ver também Estádio das Antas História do Futebol Clube do Porto Disco de 78 rpm

Referências