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O presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, disse na manhã deste domingo, 25, que a campanha de segundo turno das eleições “foi algo quase que inexplicável” ao relatar as mobilizações em diversas cidades do País. Ele também disse acreditar na vitória contra o oponente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), e afirmou que aceitará os resultados das urnas independentemente do resultado.

“O que estou vendo essa semana eu nunca tinha visto”, ressaltou o presidente, ainda sobre a mobilização popular, ao votar em uma escola em São Bernardo, na Grande São Paulo. “É muito gratificante estar concorrendo às eleições e concorrer ao 4° mandato", disse ele, além de reforçar que só está disputando “por causa do povo brasileiro”.

Candidato à reeleição, presidente votou em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo Foto: Werther Santana/Estadão

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As últimas pesquisas indicam empate técnico entre ele e Flávio Bolsonaro, que ganhou no primeiro turno. Já o candidato do PL, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou mais cedo que “chegou a hora de mudar”.

Durante a passagem no local de votação, um jornalista disse a Lula que ele parecia desanimado. A primeira-dama Janja da Silva retrucou. “Vai se catar, meu filho”, disse. O presidente estava também acompanhado de aliados, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), entre outros.

‘Vai se catar, meu filho’, diz Janja a jornalista
Em coletiva após voto, houve comentário de que Lula estaria ‘desanimado’, o que levou primeira-dama a retrucar.
Mais cedo, antes de sair de casa em Alto de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, o petista destacou que Flávio Bolsonaro “mente e não é capaz de dizer uma verdade”. E reiterou: “Ele tem preferência por mentira e, por isso, eu acho que o povo não vai eleger um mentiroso.”
Lula também falou sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso por suspeita de crimes financeiros.
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Como o Estadão mostrou, a Polícia Federal extraiu do celular do banqueiro Daniel Vorcaro um período de aproximadamente três meses de conversas com Flávio Bolsonaro, no qual há menções a seis encontros entre eles.
Em um intervalo de três meses, as conversas registram menções a seis encontros entre eles. Não é possível saber se efetivamente ocorreram. Nesse período, Vorcaro tentava vender o Banco Master e passou a ser alvo de investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de crimes financeiros.
Nos diálogos, Flávio cobrou pagamentos de Vorcaro ao filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, que haviam sido acertados anteriormente com o banqueiro. O total repassado foi de cerca de R$ 60 milhões. As mensagens com as cobranças sobre o filme foram divulgadas em maio deste ano pelo site Intercept Brasil. Flávio tem negado irregularidades.
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