Energia ganha espaço enquanto Vale enfrenta cenário mais incerto, diz Ágora

Dalton Gardimam, vê petróleo como proteção para os portfólios em meio a tensões geopolíticas, demanda crescente por energia e subinvestimento na oferta.

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

O Ibovespa registrou alta de 7,70% após o primeiro turno das eleições de 2026, com Flávio Bolsonaro à frente de Lula. O mercado reagiu à possível mudança fiscal em 2027, impulsionando ações de bancos e empresas domésticas. O dólar caiu 4,12%, e os juros futuros recuaram mais de 8%. Augusto Parente, da AW Capital, prevê realização de lucros. Marcos Praça, da ZERO Markets, destaca a importância do cenário político para novas quedas do dólar e consolidação dos juros. A agenda inclui a participação do presidente do Banco Central em evento do CNJ.

O Ibovespa hoje teve baixa de 0,52% aos 205.835,29 pontos, depois de ter disparado 7,70% e batido recorde no pregão posterior ao primeiro turno das eleições de 2026.

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Depois do forte rali registrado pelos ativos na segunda, os investidores aproveitaram para embolsar alguns lucros, levando o Ibovespa à baixa. O índice se manteve, porém, acima dos 200 mil pontos e com giro financeiro ainda superior à média, de R$ 43 bilhões. Em apenas quatro pregões de outubro, a alta do Ibovespa já é de 10,46%; no ano, de 27,75 %.

O dólar à vista, por sua vez, conseguiu estender nesta terça-feira (6) o movimento da véspera e caiu mais 0,52% cotado a R$ 4,9756, ampliando as perdas de 4% observadas na última sessão, enquanto os juros futuros caem nos vencimentos longos, depois de já terem recuado mais de 8% na véspera.
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No Tesouro Direto, as taxas dos títulos IPCA+ caíram abaixo de 7% pela primeira vez desde 2025, enquanto os prefixados pagam entre 12,5% e 12,7%.
Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, afirma que novas quedas fortes dos juros dependerão de sinais fiscais mais claros. “Uma queda de mais de 100 pontos-base nos vértices longos representa uma mudança muito rápida de prêmio. A continuidade do fechamento da curva dependerá cada vez mais de elementos concretos sobre política fiscal e econômica, e não apenas do resultado eleitoral”, completa.
O resultado do primeiro turno das eleições 2026 aumentou as expectativas de mudanças na política econômica a partir de 2027, movimento que favoreceu a Bolsa de Valores e o real. Como parte dessa reação ocorreu em apenas um pregão, novas informações políticas podem provocar ajustes nos preços.
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“O mercado financeiro já precificou uma chance bem grande de Flávio Bolsonaro (PL) se tornar presidente em janeiro de 2027, portanto, toda e qualquer notícia que vá contra essa expectativa deve gerar um ruído negativo”, afirma Augusto Parente, fundador da AW Capital.
“Normalmente, após um movimento muito forte de alta, o mercado tende a embolsar parte do lucro. É normal alguns ativos caírem sem nenhuma notícia aparente”, afirma o chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, Gabriel Magno.
Entre as principais ações brasileiras, as da Petrobras (PETR3; PETR4) cederam 1,80% nas ordinárias e 2,78% nas preferenciais nesta tarde. As da Vale (VALE3) recuaram 1,44%.
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No grupo dos bancos, que exibiram ganhos de dois dígitos na véspera, os papéis do Itaú (ITUB4) hoje subiram 1,96%, enquanto os do Bradesco (BBDC3; BBDC4) operaram em alta de 3,25% nos ordinários e de 4,40% nos preferenciais. Os do Santander (SANB11) registraram valorização de 3,23%, enquanto os do Banco do Brasil (BBAS3) caem 6,42% e os do BTG Pactual (BPAC11) perdem 2,81%.
Em Nova York, o EWZ, principal ETF (fundo de índice) de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, registrou ganhos de 0,05%, depois de já ter saltado 13,35% na última sessão, o que indica a possibilidade de entrada de capital estrangeiro na Bolsa local.
Depois de disparar com a eleição, Ibovespa passa a cair nesta terça-feira (6). Foto: Adobe Stock
Índices de NY sobem e petróleo ganha força
Os índices de Nova York avançaram na tarde desta terça-feira, estendendo os ganhos dos três últimos pregões. S&P 500, Nasdaq e Dow Jones subiram 0,58%, 0,45% e 0,49%, respectivamente. S&P e Nasdaq bateram recorde histórico de fechamento. Acompanhe aqui o pregão das bolsas norte-americanas.
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A agenda econômica dos Estados Unidos de hoje inclui dados da balança comercial. O déficit comercial do país avançou 13,7% em agosto ante julho, para US$ 105,6 bilhões. O resultado ficou acima do esperado por analistas consultados pela FactSet, que previam salto do déficit a US$ 101,7 bilhões.
Os contratos futuros de petróleo passaram a subir nesta terça-feira. O WTI para novembro avança 0,03% a US$ 89,46 o barril, enquanto o Brent para dezembro tem alta de 0,2% a US$ 100,52 o barril.
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